quarta-feira, 12 de novembro de 2008


Um dia, ele chegou tão diferente

do seu jeito de sempre chegar

Olhou-a de um jeito muito mais quente

do que sempre costumava olhar

E não maldisse a vida tanto

quanto era seu jeito de sempre falar

E nem deixou-a só num canto,

pra seu grande espanto,

convidou-a pra rodar

E então ela se fez bonita

como há muito tempo não queria ousar

Com seu vestido decotado

cheirando a guardado

de tanto esperar

Depois os dois deram-se os braços

como há muito tempo

não se usava dar

E cheios de ternura e graça,

foram para a praça

e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança

que a vizinhança toda despertou

E foi tanta felicidade

que toda cidade se iluminou

E foram tantos beijos loucos,

tantos gritos roucos

como não se ouvia mais

Que o mundo compreendeu

E o dia amanheceuEm paz

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Composição: Indisponível
Toma-se um homem

Feito de nada como nós
Em tamanho natural

Toma-se um homem
Feito de nada como nós
Em tamanho natural

Embebece-lhe a carne
De um jeito irracional
Como a fome, como o ódio

Embebece-lhe a carne
De um jeito irracional
Como a fome, como o ódio

Depois, perto do fim
Levanta-se o pendão
E toca-se o clarim
E toca-se o clarim

Serve-se morto
Serve-se morto
morto, morto

Serve-se morto
Serve-se morto

Vida e obra de Walter Benjamin
A cultura sugere um encontro de dois dias em trono da obra e da enigmática morte do filósofo e escritor Walter Benjamin (1892-1940), um dos pensamentos mais originais do século xx europeu, como forma de assinalar dois acontecimentos marcantes na vida cultural portuguesa: a estréia do documentário de David, quem matou Walter Benjamin, que levanta os pontos de alguns véus sobre o prenteso suicido de Benjamin na fronteira franco-espanhola ( em Port. Bau) depois da guerra civil de Espanha; e a saída do terceiro volume( A modernidade) , das obras escolhidas, um grande projeto editorial da responsabilidade de João Barrento, em curso de publicação.
Experiência e Pobreza
Não, está claro que as ações da experiência estão em baixa, e isso numa geração que entre 1914 e 1918 viveu uma das mais terríveis experiências da história. Por que nunca houve experiência mais radicalmente desmoralizada que a experiência estratégica pela guerra de trincheiras, a experiência econômica pela inflação, a experiência do corpo pela fome, a experiência moral pelos governantes. Uma geração qu ainda fora a escola num bonde puxado por cavalos viu-se abandonado, sem teto, numa paisgrm diferente em tudo, exceto nas nuvens, e em cujo centro, num campo de forças de correntes e explosão destruídoras, estava frágil e minúsculo corpo homem. Algumas das melhores cabeças já começaram a ajustar-se a essas coisas. Sua característica é uma radical com o século e ao mesmo tempo uma total fidelidade há esse século. Pouco importa se é o poeta Bert Brecht afirmando que comunismo não é a repitiççao meis justa da riqueza, mas da pobreza. Pobreza de experiência; não deve imaginar que os homens aspirem as novas esperiências. Não, eles aspiram a liberta-se de toda a experiência, aspiram a um mundo em que possam ostentar tão puras e tão claramente sua pobreza externa e interna que algo de decente possa resultar disso. Nem sempre eles são ignorantes ou inexperientes. Muitas vezes, podemos afirmar o oposto: eles "devoram" tudo a "cultura" e os "homens", e ficaram saciados e exaustos. Podemos agora tomar a distância para avaliar o conjunto. Ficamos pobres
.

sábado, 8 de novembro de 2008

meus pés ñ tocam mais o chão
Meus olhos ñ vêem a minha direção
Da minha boca saem coisas sem sentido
vc era meu farol e hoje estou perdido

o sofrimento vem a noite sem pudor
somente o sono ameniza a minha dor
mas e depois? e quando o dia clarear?
quero viver no teu sorriso, teu olhar
eu corro pro mar pra ñ lembrar vc
eo vento me traz o que eu quero esquecer
entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
nos teus braços é o meu lugar
comtemplando as estrelas, minha solidão
aperta forte o peito, é mais que uma emoção
esqueci do meu orgulho pra vc voltar
permaneço sem amor, sem luz, sem ar
perdi o jogo, e tive que te ver parti
e a minha alma, sem motivo pra existir
já ñ suporto esse vazio quero me entregar
ter vc pra nunca mais nos separar
vc é o encaixe perfeito do meu coração
o teu sorriso é chama da minha paixão
mais é fria madrugada sem vc aqui,
só com vc no pensamento
eu corro pro mar pra ñ lembra vc
e o vento me traz o eu quero esquecer
entre os soluços do meu choro tento te explicar
nos teus braços é o meu lugar
comtemplando as estrelas minha solidão
aperta forte o peito é mais que uma emoção
esqueci do meu orgulho pra vc voltar
permaneço sem amor, sem luz, sem ar
meu ar, meu chão é vc
mesmo quando fecho os olhos:
posso ter

O graffiti não é nenhuma forma gratuita de vandalismo sobre o património público ou propriedade privada. Muito pelo contrário. Quem pega numa lata não pretende dar largas a um desejo de destruição, mas sim mostrar a sua criatividade.
Os graffitis tanto incluem mensagens de natureza reivindicativa, como recados para a mãe, a namorada, um amigo, uma crew ou simplesmente uma dedicatória... O graffiti é uma arte que pode servir de suporte a críticas à cidade e à sociedade. Afinal tudo é possível com uma lata na mão!
«O mundo do graffiti é uma dimensão à parte. As pessoas não sabem o que é, nem o que significa.», diz Match, um
writer de 18 anos. O próprio nome da crew a que pertence, Dimensão Subterrânea, demonstra bem este desejo de estar fora, de pertencer a um mundo que todos vêem, mas que nem todos são capazes de sentir ou sequer apreender. Há nestes jovens uma urgência de expressão artística, uma necessidade de levar para as paredes a sua identidade, mesmo que transformada, dissimulada pelos códigos e linguagens que partilham entre si.


Amiga te pergunto como tem passado? É que me falaram que estava sofrendo.Chorando pelos cantos escondendo o rostoAi como uma louca, louca, louca...Comentam que você não dorme mais direitoE tudo é por causa daquele sujeito.E só tem eu amiga que estou do seu lado.Não chore mais, amiga tu é linda.
São amores, amores que matam.Amores que ferem, amores que doem.Amores que amargam.São amores, amores que matam.Amores que ferem, amores que doem.Amores que amargam.
Deixa de chorar e pensa queAlgum dia alguém te dará.Toda essa fantasia isso e muito mais.Porque tu não está louca, louca, louca...Chega de chorar ergue essa cabeça e deixa pra lá.Quando passar o tempo vai olhar pra trás.Vai ver que estava louca, louca, louca...Prometa pra mim que pelo menos tenta.Que vai se esforçar e vê se não inventa.Você vale muito mais que essa história.Saiba que tudo muda, muda, muda...Você vai esquecer essa idéia bobaQue te favorecia e que quando pensavaQue talvez existisse um amor verdadeiroAmiga você só se enganava.
São amores, amores que matam.Amores que ferem, amores que doem.Amores que amargam.São amores, amores que matam.Amores que ferem, amores que doem.Amores que amargam.